Por
Dra. Alice Von Hildebrand*
Tradução livre de Melissa Bergonso
Minha jovem amiga:
Sem dúvida, você tem ouvido este tipo de coisa,
porque a mídia é boa para espalhar este tipo de mensagem negativa. E é por
isto, para refutar estas falsas alegações, que eu gostaria de fazer você
perceber que a mulher – longe de ser discriminada, ao contrário – teve
outorgado por Deus um lugar único no trabalho da redenção. A beleza de sua
missão já é aludida no Velho Testamento, porém encontra seu cumprimento somente
no Novo, que é a doce Mãe de nosso Salvador; em Maria, a Virgem de Nazaré, que
foi escolhida desde toda eternidade para ser a Mãe do Redentor.
Vamos tirar nossa venda dos olhos, e então seremos capazes de ver que a mulher, longe de ser “discriminada”, ao contrário, é de muitos modos privilegiada. E este é o “segredo” que eu desejo compartilhar com você. O corpo de toda menininha nascida neste mundo é misteriosamente selado pelo o que é particularmente chamado “véu da virgindade”. Isto quer dizer que seu corpo é encarregado de levar um “segredo”, e um segredo é sempre velado. De acordo com o ensinamento Cristão, este véu fecha a entrada para um misterioso jardim, o qual pertence a Deus de um modo especial, e por esta razão não pode ser adentrado exceto com Sua expressa permissão, a permissão que Deus concede aos esposos no Sacramento do Matrimônio. Toda garotinha consciente deste “mistério” sentirá que seu corpo deve ser modestamente vestido, e então seu segredo ficará escondido de olhares lascivos e impudicos.
Garotinhas, claro, crescem. Quão lindo é quando
uma noiva pode dizer ao seu marido na sua noite de núpcias, “Eu tenho guardado
este jardim virginal para você, e agora, com a permissão de Deus eu estou lhe
dando suas chaves, sabendo que você entrará dentro dele com reverência”.
Além disso, quando uma esposa concebe poucas
horas depois do seu marido tê-la abraçado, Deus cria a alma da criança em seu
corpo, (como você certamente sabe, nem o marido nem a esposa pode produzir a
alma humana; apenas Deus pode criá-la). Em outras palavras, há um “contato”
pessoal entre Deus e a mulher o que, uma vez mais, dá ao corpo feminino um
caráter de sacralidade. Não se esqueça de que Ele, a Quem o universo inteiro
não pode conter, foi “escondido” no ventre da Santa Virgem por nove meses. Uma
vez que você percebe isto você ficará maravilhada pelo duplo mistério que Deus
confiou a você: conceber um ser humano feito à imagem e semelhança de Deus, e
dar à luz a ele em meio à dor e sofrimento. Não se esqueça que foi também em
meio à dor e sofrimento que Cristo reabriu para nós os portões do paraíso – o
qual foi fechado pelo pecado. Para a mulher foi concedido o impressionante
privilégio de nobre sofrimento para que um novo ser humano, feito à imagem e
semelhança de Deus, pudesse vir ao mundo. Medite sobre isto por um momento e
você sentirá uma profunda reverência pelo seu corpo. Ele pertence a Deus, e não
é um “brinquedo” que você pode dispor para própria satisfação.
Se você estudar a arte pagã, você vai descobrir
que ela presta culto ao órgão reprodutivo masculino, representando-o em várias
esculturas e pinturas como um símbolo de força, virilidade, criatividade e
poder. Mas desde o primeiro momento em que a Igreja Católica se tornou uma
religião reconhecida, ela lutou implacavelmente contra este culto pagão. Porém
a Igreja introduziu uma oração pronunciada milhões de vezes a cada dia na qual
o órgão feminino no mesmo nível de excelência, o “ventre”, é mencionado.
“Bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus”. Eu estou certa, minha querida jovem
amiga, que se você meditar sobre isto, você entenderá que é um privilégio ter
nascido mulher, e respeitará o mistério que Deus colocou no corpo feminino.
Graças a Deus que Ele a fez nascer mulher; eu
estou certa agora que você entendeu que isso é um grande privilégio.
* Alice von Hildebrand é Filósofa e Teóloga Católica. Suas obras incluem:
"The Privilege of Being a Woman (O privilégio de Ser uma Mulher -2002) e
"The Soul of a Lion: The Life of Dietrich von Hildebrand" (A Alma de
um Leão: A Vida de Dietrich von Hildebrand - 2000 - biografia de seu falecido
marido).
Retirado e adaptado de: http://www.mulhercatolica.org/2009/08/a-dignidade-crista-da-mulher.html
Texto original em inglês: http://www.priestsforlife.org/resources/vonhildebrandletter.htm

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