O Grupo de Oração Univrsitário (GOU) é uma
célula fundamental da RCC e é o coração de todas as atividades de
evangelização do MUR juntamente com o GPP. É uma comunidade
universitária católica carismática, que se encontra para louvar e
bendizer a Deus, onde se cultiva a oração, a partilha e todos os
outros aspectos da vivência do Evangelho, a partir da experiência
do batismo no Espírito Santo.
O GOU é um encontro de oração, verdadeira
acolhida, louvor, anúncio da Palavra, derramamento dos dons
carismáticos, vivência do perdão, de curas, enfim, um local para
que sejam experimentados o amor filial para com o PAI, a misericórdia
e a Salvação de Jesus e o consolo do Espírito Santo. É uma
reunião de cristãos que têm por objetivo louvar e bendizer a Deus,
levando os participantes a uma experiência pessoal com o Deus vivo.
A oração é o principal carisma nessas reuniões e acontece de
diferentes formas, tais como: louvor, reconhecimento das graças
recebidas por Deus, oração contemplativa, oração em línguas,
petição de graças e de curas.
Ele tem nas suas reuniões de oração a sua atuação
principal de evangelização querigmática (Jesus morto, ressuscitado
e glorificado como Salvador, Senhor e Messias), e também de comunhão
e participação, dentro de sua especificidade e mantendo-se a sua
identidade católica carismática, na qual se insere no conjunto
pastoral em espírito de serviço.
A reunião de oração é o momento em que a
comunidade é evangelizada, experimenta a ação de Deus, testemunha
os carismas e tem seu coração tocado.
O centro desse momento é o
louvor e a pregação com poder.
Qual o objetivo do GOU?
Levar
os participantes a uma experiência pessoal com o Deus vivo por meio
da experiência de Pentecostes. Essa experiência foi e é
fundamentada na Palavra, revelada na Bíblia e apresentada na
doutrina da Igreja.
Através do Grupo, muitas almas são levadas a
conhecer ao Senhor e Salvador Jesus Cristo e chegarem à salvação.
Logo, cada GOU mantêm o sonho de ter as faculdades repletas da
doutrina de Jesus.
Com essa visão, os participantes serão
transformados, pela luz do evangelho, sempre que este for anunciado
com poder e desassombro. Tornam-se, assim, frutos da experiência da
efusão do Espírito Santo em suas vidas e construirão as
universidades renovadas pelo poder do Santo Espírito e,
consequentemente, toda a sociedade obterá essa Graça.
Os Grupos de Oração Universitários devem proporcionar, através
da vivência do Batismo no Espírito Santo ou da experiência de
Pentecostes:
a) - Transformação de vida, fazendo com que saiam de nossas
universidades/faculdades homens novos e profissionais renovados, que
usam seus conhecimentos técnicos para o bem comum e a edificação
do homem todo e de todos os homens.
b) - Um reavivar da fé em cada coração, a partir da
manifestação dos carismas do Espírito Santo, levando todos a uma
ação evangelizadora viva e eficaz para a edificação da Igreja,
suscitando e reinflamando a dimensão do serviço.
c) - Despertar em todos a importância vital da oração pessoal,
de uma vida sacramental e de vivermos como família, em comunidade,
de sermos verdadeiramente irmãos.
d) - Gerar os frutos imprescindíveis de conversão e batismo no
Espírito, que são a alegria, a paz e o comprometimento. Basta que
nos lembremos de Pedro, de Paulo.... e percebamos que tais frutos são
visíveis após Pentecostes.
O Ministério Universidades Renovadas elegeu a nova coordenadora do
Ministério até então coordenado pelo carismático Lucas Torres. Milena
Mária Assunção, 26 anos, é oceanógrafa e mestranda em Saúde e Meio
Ambiente, ambos pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Anunciando
a nova coordenação, Lucas escreveu uma mensagem aos “luquinhas” de todo
o Brasil. Segue abaixo a carta na íntegra:
"Meus irmãos, Paz!
É com alegria que partilho com vocês de que agora em diante quem estará
à frente de nossa comunidade, na coordenação nacional do MUR BRASIL, é a
Milena Maria, nossa querida irmãzinha lá de São Luís/MA e que há um bom
tempo vem servindo na equipe nacional do Ministério e na RCC MA.
Deixo para a Mi se apresentar melhor, mas desde já peço as orações de
vocês a essa nossa querida irmã que, com alegria, se dispõe a servir à
frente dessa comunidade, inspirada pelo desejo de se doar a este chamado
autêntico do Cristo: se doar ao outro, por amor.
Estendo esse pedido de oração a todo o MUR MA, que seguirá sendo suporte
e espaço de encontro com Deus para a Milena e, agora, também para todos
nós.
Aproveito este momento para agradecer, de coração, por todo o carinho e
suporte que encontrei nesta grande comunidade MUR BRASIL durante este
tempo de coordenação nacional, que hoje me é um grande testemunho que me
impulsiona neste novo tempo de busca de Deus. Foi aqui que O encontrei e
que vi minha família, amigos e desconhecidos fazerem essa mesma
experiência - e isso é o que fica e o que é mais importante em nosso
tempo de serviço, não é mesmo? Não nos importa o quanto acertamos ou
erramos, o quanto foi feito ou não feito - nos importa que decidimos nos
lançar com sinceridade de coração, não ao encontro de nós mesmos, mas
ao encontro de Cristo, encontrado no outro. E isso gera alegria. Gera
comunhão, quebra pré-conceitos com o diferente, gera um anúncio sincero.
Gera o Reino de Deus...
Que sobre a Milena e sobre cada um de nós esteja o mover do Espírito
Santo de Deus, que, em sua simplicidade e assertividade, nos impulsiona a
Cristo. E isso nos basta!
Um forte abraço,
E já esperamos pelo Guaraná Jesus, lá do MA!
Com o coração sempre luquinha,
Lucas Torres de Jesus."
Vemos que desde a
origem da Renovação Carismática Católica o Senhor tinha um
designio para as universidades, não a toa que a RCC teve origem em
um retiro espiritual realizado nos dias 17-19 de fevereiro de 1967,
na Universidade de Duquesne (Pittsburgh, Pensylvania, EUA).(1)
Para temos um noção da grandiosidade desse
encontro vejamos um pequeno trecho de uma carta enviada dois meses
após o encontro, a um professor o Monsenhor locovantuno, a carta foi
enviada pela estudante Patti Gallagher, uma das participantes do
retiro, assim relatou o que aconteceu naqueles dias:
“ Tivemos um Fim de Semana de Estudos nos dias
17-19 de fevereiro.(...)
No sábado à noite, tínhamos programado uma
festinha de aniversário para alguns dos colegas, mas as coisas foram
simplesmente acontecendo sem alternativa. Fomos sendo conduzidos para
a capela, um de cada vez, e recebendo a graça que é denominada de
Batismo no Espírito Santo, no Novo
Testamento. Isto aconteceu de
maneiras diversas para cada uma das pessoas. Eu fui atingida por uma
forte certeza de que Deus é real e que nos ama. Orações que eu
nunca tinha tido coragem de proferir em voz alta, saltavam dos meus
lábios. (...) Este não era, pois um simples bom fim de semana, mas,
na realidade, uma experiência transformadora de vida que ainda está
prosseguindo e se desenvolvendo em crescimento e expansão.”
Em pouco tempo a notícia desse final de semana foi
amplamente divulgada, causando um grande impacto no meio religioso
universitário. O “Fim de Semana de Duquesne”, como ficou
mundialmente conhecido este retiro, tem sido geralmente aceito como o
ponto de partida que deu origem à Renovação Carismática Católica,
cuja abrangência estender-se-á, num curto período de tempo, por um
grande número de países.
A experiência inicial vivida nestas universidades,
caracterizada por um reavivamento espiritual por meio da oração, da
vida nova no Espírito, com a manifestação dos seus dons, tomará
corpo, expandindo-se rapidamente deixando de existir apenas no ambito
universitário.
Através das reuniões, seminários e encontros, em
breve, aparecerão grupos de oração noutras universidades,
paróquias, mosteiros, conventos, etc. Os testemunhos multiplicam-se,
vindos dos mais variados grupos de pessoas: operários,
ex-presidiários, professores, religiosos das mais diversas ordens.
Dessa forma a
experiência vivenciada em um ambiente universitário e difundido por
várias outras universidades americanas rápidamente se espalhou por
todo o mundo.
No entanto, Deus em
sua infinita sabedoria ainda desejava realizar muito mais nos
ambientes universitários e em 1984 nasceu o Projeto Universidades
Renovadas – PUR. Esse projeto foi inspirado no coração de um
estudante de Veterinária da Universidade Federal de Viçosa (UFV),
Fernando Galvani – Mococa –.
Esse sonho começou a
se formar no coração do Mococa ao meditar sobre a passagem de At 5,
28 17 e, ao mesmo tempo, contemplar um quadro da cidade de Jerusalém,
afixado na parede de seu quarto. A passagem narra que os discípulos
estavam enchendo Jerusalém, capital religiosa da época, da doutrina
de Jesus, mesmo diante das dificuldades e perseguições que eles
sofriam. Refletindo sobre isso, ele observou que no meio
universitário os verdadeiros cristãos sofrem perseguições assim
como sofriam os discípulos. Daí veio o desejo profundo de encher a
universidade da Doutrina de Jesus.
Grandes encontros da
RCC, acampamentos na Canção Nova, retiros, encontros da PJ e da
PU... em cada lugar possível, lá estava alguém com um folder, uma
camiseta, e muito desejo de anunciar o sonho para qualquer
universitário que ali estivesse. E assim, o serviço do Ministério
Universidades Renovadas foi crescendo.
E hoje o sonho
iniciado em uma pequena cidade do Brasil já está presente em toda a
América e Europa, com mais de 500 GOUs (Grupos de Oração
Universitários) e 40 GPPs (Grupo de Partilha e Perseverança)
1
- (RANAGHAN, K.; RANAGHAN, D. Católicos Pentecostais. São
Paulo: O. S. Boyer, 1972, p. 33);
Nesse último sábado (14/03) ocorreu em São Vicente uma formação para alguns servos da RCC dessa cidade que pretendem iniciar um Grupo de Oração Escolar (GOE).
As formações foram ministradas pelo coordenador diocesano do MUR, Erikarlos David, e por Luciano Alexandre, responsável pelo ministério de formação dentro do MUR na diocese de Caicó.
Que Deus possa iluminar essa missão, e que são Lucas interceda por esses servos.
O Grupo de Oração Universitário Graça de Deus, GOU que ocorre às Terças-Feiras na UFRN no Anfiteatro F, a partir das 20:35, terá um novo coordenador para o biênio 2015/2016.
No último domingo (22/02) ocorreu a eleição para coordenador do Grupo de Oração Universitário Graça de Deus, o eleito para estar a frente dessa missão nos dois próximos anos foi Cristiano Alexandre, aluno do 5º período do curso de Administração.
O padre Paulo Ricardo está gravando uma série de aulas sobre direção espiritual, são aulas que nos fazem crescer no amor e na fé em Cristo. Vale muito apena assistí-las. A primeira delas é " a dificuldade de amar".
Uma das queixas básicas das pessoas que se apresentam no confessionário ou na direção espiritual é a dificuldade de amar. Apesar de desejarem a santidade, não sabem como amar concretamente. Isso se dá por causa do amor desordenado que sentem por si mesmas e as impede de amar.
O amor desordenado de si por si mesmo tem um nome: filáucia, e possui um mecanismo psicológico próprio. Não se trata de psicologismo, pois, é sabido que para amar é necessário a graça divina, ela é que torna o ser humano capaz de amar. E é justamente na natureza humana decaída que a graça de Deus deve agir. Por causa do pecado, o homem possui de si mesmo um conceito negativo que se reflete quando ele ama. Ele crê que a iniciativa de amar é sua, pensa que é o Número 1. Assim, toma a iniciativa e passa a realizar atos positivos porque deseja ser amável.
Tais atos, no entanto, permanecem exteriores, não alcançam aquele que deseja ser amado (mesmo que haja manifestação de retribuição do amor), pois o que está sendo “amado" é apenas um personagem criado através dos atos positivos para ser amado e não a pessoa real, que deseja ser amada.
Dessa mecânica nasce a chamada “carência", pois aquele que realiza os atos positivos com a intenção de ser amado de volta, espera que isso ocorra, espera a retribuição.
Nosso Senhor Jesus Cristo lutou contra a filáucia, contra o amor desordenado ao combater o chamado farisaismo. O fariseu é aquele homem que quer ser amado pela sua obediência à lei. No fundo, o que deseja é comprar o amor obedecendo aos preceitos. Essa atitude se aplica também ao homem moderno em seu relacionamento com Deus. Ao empenhar-se em jejuns, terços, romarias, novenas, visa causar o amor Deus.
É evidente que todos esses atos são necessários à vida cristã, no entanto, é preciso analisar a motivação em realizá-los, que é o que se pretende aqui. Quando a pessoa crê que é a Número 1 do relacionamento com Deus, sem sombra de dúvida, está doente, pois tomou o lugar que é Dele. ELE é o Número 1.
A Sagrada Escritura é taxativa em afirmar que Deus é Amor. São João, em sua primeira carta, fala sobre o amor de Deus e explica como é o amor sadio. Ele diz:
Nisso consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou seu Filho como oferenda de expiação pelos nossos pecados. (1Jo 4, 10)
Portanto, a iniciativa de amar partiu de Deus. Ele amou por primeiro. O amor ordenado consiste no encontro do homem com o amor de Deus que é manifestado em Jesus Cristo na cruz. É por isso que Jesus manifesta uma rejeição total por aqueles homens aparentemente tão virtuosos, que somente desejavam obedecer à lei. Eles se esqueceram quem é o Número 1.
Se o Número 1 é Deus, ou seja, se Ele amou por primeiro, quando o homem crê que a iniciativa de amar é sua, na verdade, está se colocando no lugar de Deus. Sob essa ótica, o que se tem é a idolatria. E assim, o “amor" que brota dela só pode ser desordenado.
Nesse momento, alguns poderiam dizer: “Ah, então o homem é o Número 2!". Não é verdade. Deus ama o homem e, porque é amado por Deus, o homem se ama. Este é o Número 2. A relação de causalidade existente entre o amor de Deus e o motivo pelo qual o homem deve se amar é também um ato de fé.
Trata-se de um ato de fé, pois implica crer que Deus não erra, portanto, se ele criou o ser humano como criou, está correto. E se o fez assim, a pessoa só pode ser boa, só pode ser um presente para os outros. No entanto, o homem desordenado acredita que Deus errou ao criá-lo como criou, revolta-se contra Deus e quer corrigi-Lo. É evidente que diante disso, toda a afetividade e sexualidade se torna desregrada.
Portanto, o primeiro passo é um ato de fé e de humildade, aceitando que Deus não erra, logo, se criou os homens como criou e os ama, os homens são bons, são amáveis. Ser bom e amável, portanto, é algo que está enraizado no ser do homem. Enquanto o amor desordenado está fixado no fazer. É preciso, pois, entender que Deus fez o homem, por isso, na raiz do ser existe algo de bom, assim, a pessoa deve se amar.
A partir da constatação de que eu amo porque sou bom, pois Deus assim me criou, é que surge o Número 3: eu amo o próximo por Deus. Fecha-se, então, o ciclo: eu me amo, amo o próximo e amo a Deus no próximo. Essa é a dinâmica ordenada, conforme diz São João:
“Se alguém disse: 'Amo a Deus', mas odeia o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. E este é o mandamento que dele recebemos: quem ama a Deus, ame também seu irmão." (1Jo 4, 20)
Deste modo é preciso derrubar o muro existente entre a vida Igreja e a vida fora dela. Da mesma forma com que nos aproximamos do sacrário para amar Jesus Eucarístico devemos nos aproximar do nosso irmão, para amar Jesus nele.
Para tanto é preciso olhar para dentro do próprio coração e observar o que existe nele que possibilite a vazão desse amor. Ora, se Deus amou a humanidade através da Cruz, que é a manifestação eterna de Deus pelos homens, o que nasce e brota do coração só pode ser a gratidão.
Para amar o outro, o pobre, é preciso que haja a configuração a Cristo, uma mortificação de si mesmo em favor do outro, que só se dá como consequência da ação da graça. São João continua dizendo que foi assim que o amor de Deus se manifestou: “Deus enviou seu Filho único para que tenhamos a vida por meio dele"(9). Somente por meio Dele é que o homem é capaz de amar.
Para algumas pessoas pode parecer muito teórico, mas a explicação é fundamental para dar passos na vida espiritual, pois muitas desordens de natureza sexual e também afetiva acontecem por causa de um amor que deveria ser ordenado, mas que na verdade é desordenado. São Paulo explica por que ocorre a desordem, na Carta aos Romanos:
De fato, desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, tais como o seu poder eterno e sua divindade, podem ser contempladas, através da inteligência, nas obras que ele realizou. Os homens, portanto, não têm desculpa. Porque, embora conhecendo a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças. Pelo contrário, perderam-se em raciocínios vazios, e sua mente ficou obscurecida. Pretendendo ser sábios, tornaram-se tolos, trocando a glória do Deus imortal por estátuas de homem mortal, de pássaros, animais e répteis. Foi por isso que Deus os entregou, conforme os desejos do coração deles, à impureza com que desonram seus próprios corpos. Eles trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em lugar do Criador, que é bem dito para sempre. Amém. Por isso, Deus entregou os homens a paixões vergonhosas: suas mulheres mudaram a relação natural em relação contra a natureza. Os homens fizeram o mesmo: deixaram a relação natural com a mulher e arderam de paixão uns com os outros, cometendo atos torpes entre si, recebendo dessa maneira em si próprios a paga pela sua aberração.Os homens desprezaram o conhecimento de Deus; por isso, Deus os abandonou ao sabor de uma mente incapaz de julgar. Desse modo, eles fazem o que não deveriam fazer;estão cheios de todo tipo de injustiça, perversidade, avidez e malícia; cheios de inveja, homicídio, rixas, fraudes e malvadezas; são difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, fanfarrões, engenhosos no mal, rebeldes para com os pais, insensatos, desleais, gente sem coração e sem misericórdia. E apesar de conhecerem o julgamento de Deus, que considera digno de morte quem pratica tais coisas, eles não só as cometem, mas também aprovam quem se comporta assim. (Rm 1, 20-31)
A capacidade de amar do homem é doente porque cada um que não se ama entra na dinâmica de criar um personagem sexual amável, capaz de grandes performances, o que leva sempre a autodestruição. O relacionamento sexual se transforma em algo vazio, destruidor psíquica e físicamente, por consequência, destrói também a sociedade. Infelizmente, Deus abandona o homem à miséria de seu coração quando Ele é retirado de seu lugar.
Santo Tomás de Aquino afirma que a caridade sempre tem um objeto formal que é Deus: eu amo Deus por causa de Deus, amor a mim mesmo por causa de Deus e amo o próximo por causa de Deus. Esta é a dinâmica correta do amor.
De modo prático, todos devem meditar constantemente sobre o amor de Cristo manifestado da cruz. a partir disso, a aproximação com os irmãos, com o próximo por causa de Jesus, por gratidão ao seu sacrifício na cruz.
Nos últimos tempos procuro fazer da minha vida uma longa e ininterrupta oração. É algo que já tentava, sem saber, desde que era ateu e lia as sentenças intermináveis de Em Busca do Tempo Perdido. Agora, os cânticos gregorianos e ambrosianos têm sido a minha inspiração. E Bach, sempre ele.
Rezar sem fim é uma difícil tarefa. Quando a menciono, as pessoas geralmente reagem de duas formas: ou não acreditam, ou acham que estou ficando louco. Nem uma coisa, nem outra. Aos que não acreditam respondo que se trata apenas de uma tentativa, não de uma consecução. Aos que me consideram fanático, digo que além da oração não existe um estado de espírito mais compatível com a serenidade, a lucidez e o equilíbrio. Não é por acaso que a unidade básica do discurso humano tem o mesmo nome. Somos todos seres orantes, aceitemos isso ou não. Fé e tempo são os únicos elementos que diferenciam as orações da gramática e do espírito.
Quero rezar o tempo todo, do nascer ao pôr do sol, e à noite também rezar minhas estranhas liturgias de sonho. Com o exemplo dos monges, estou aprendendo a orar enquanto trabalho, ou melhor: a fazer do trabalho em si uma forma de oração.
Doravante vou lutar para que todas as circunstâncias de minha vida correspondam a um sacramento. Cada chuva, batismo. Cada conversa, confissão. Cada refeição, comunhão. Cada aperto de mão, crisma. Cada bom-dia, matrimônio. Cada compromisso, ordem. Cada despedida, unção dos enfermos.
Desde os meus tempos de ateísmo, eu orava enquanto pensava; mas agora rezo sabendo que rezo. Tomo um café: em oração. Saúdo o vendedor de alho: em oração. Entro no ônibus: em oração.
As pequenas dores e angústias de cada dia são chances de rezar. Gostaria de me acomodar no fundo de uma lembrança ou de um arrependimento, como se eles fossem uma casa de infância, e aí rezar até encontrar um novo sentido e um novo idioma para as mesmas palavras. Na prece vejo meu pai e minha mãe. Na prece elimino as lacunas de tempo e espaço. Na prece morro e volto a viver.
Quero rezar como um mendigo que acaba de ouvir a confissão do papa; rezar A Divina Comédia, seguindo Virgílio e Beatriz; rezar ouvindo as obras completas de João Sebastião Bach.
Li em algum lugar que todas as peças compostas por Bach dão seis dias de música ininterrupta. Seis dias de oração para seis dias da Criação. Já que estamos no Gênesis, penso que o pecado original – essa ferida na alma do homem – é talvez a presunção de rezar sem Deus. Tende piedade de mim, Senhor. Transformai-me em oração.
– Se você pudesse voltar no tempo vinte anos e dizer apenas duas palavras para si mesmo, o que diria?
Alguém me propôs esse desafio dias atrás. Logo pensei numa resposta e fiquei imaginando quanto a minha vida teria sido diferente por causa daquelas duas palavras.
Aquelas duas palavras fariam que eu deixasse de perder com tempo com livros ruins, ideias esdrúxulas e aventuras sem sentido.
Se ouvisse aquelas duas palavras, teria poupado uma quantidade inimaginável de sofrimento a mim mesmo e aos outros.
Bastariam as duas palavras para corrigir escolhas impensadas, evitar dramas inúteis, consolar angústias, aniquilar inconsequências e curar a depressão.
Assembleia de estudantes? Não, obrigado. Reunião do DCE? Não, obrigado. Campanha eleitoral? Não, obrigado. Curso de somaterapia? Não, obrigado.
Aproveitaria meu tempo de maneira bem mais simples, se tivesse escutado aquelas duas palavras. Dormiria melhor. Veria de outra forma os inimigos, os próximos, os irritantes, os chatos, os antipáticos, os velhos, as crianças, as testemunhas de Jeová.
Agradeceria até pelos instantes de medo. Nunca mais me entediaria. E o desespero seria um sentimento mais distante que Vladivostok.
As mulheres, ah! as mulheres – eu as veria de modo tão radicalmente suave… Nunca mais me permitiria ferir alguém ou mentir sem me envergonhar. Mãe e pai, eu conversaria bem mais com vocês…
As caminhadas pelo campus ou visitas à biblioteca se tornariam experiências ainda mais inesquecíveis. E o silêncio seria meu melhor companheiro de lutas, todas internas.
Tantas coisas eu teria deixado de fazer; tantas coisas teria feito; tanta gente eu conheceria melhor; tantos poemas eu entenderia; tantas músicas teriam outro sentido. Aquelas duas palavras seriam a minha tábua no oceano, o meu oráculo, o meu mandamento do Sinai.
A porta da República da Humaitá 143 está aberta. Deitado no velho sofá da sala, leio “Minha Vida”, de Trotsky. Um homem de meia-idade aparece subitamente e diz:
– Procure Deus.
Sei que aquele homem sou eu. Minha vida nunca mais será a mesma.
Paulo Briguet Retirado de: http://www.jornaldelondrina.com.br/blogs/comoperdaodapalavra
Desejamos oferecer aos nossos leitores uma série de critérios que orientem uma boa escolha entre os candidatos aos diversos cargos políticos.
Orientações básicas iniciais
Ninguém deve anular o voto ou votar em branco. Nesse caso, poderá estar favorecendo a quem não é digno.
Se o melhor candidato não é o melhor nas pesquisas, não importa; desperdício é votar em quem não quer para não "perder o voto". Eleição não é bolão. Se todos parecem ruins, vote no menos ruim.
Nunca se deve aceitar doações em dinheiro, ou em bens materiais, ou qualquer outro benefício de candidatos em troca do voto. Quem vende seu voto, vende sua dignidade.
O candidato deve defender a dignidade da pessoa humana em primeiro lugar. Esse é o primeiro princípio da DSI, que informa toda a ação política e social. Informe‐se a respeito da postura do candidato, se vai defender a vida humana desde a concepção (fecundação) até o seu fim natural, mesmo que não esteja em seu programa. Um governo que não respeita esse critério básico tem uma noção invertida da realidade.
Informe‐se a respeito do desempenho político do candidato e se ele tem ficha limpa. Não vote em candidato que tenha histórico de corrupção. Avalie a postura ética e as realizações feitas pelo candidato em ocasiões antecedentes. Se ele foi inoperante ou oportunista, se ele não tem projetos realizáveis, não deve confiar‐lhe o voto.
Acompanhe a propaganda eleitoral, os debates, as entrevistas, porém saiba que podem utilizar da mentira, da simulação e de estratégias de marketing e convencimento. Estude sobre política e sobre a Doutrina Social da Igreja.
Avalie o Partido do candidato. No atual regime de governo e eleitoral, o partido pode mandar mais que o candidato eleito. O político é fiel às diretrizes do Partido.
O tradicional retiro realizado pela Renovação Carismática de Currais Novos/RN está chegando. Este ano, o evento será realizado nos dias 06 e 07 na quadra da Escola Municipal Professor Humberto Gama (antigo colégio comercial) e contará com a presença do missionário Evandro Nunes da RCC/ SP. Teremos a oportunidade de vivenciar momentos de profunda intimidade com o Senhor nas pregações, adorações, momentos de louvor e muito mais. Contamos a sua presença! Participe!
Eu sei que meninas gostam de segredos, e eu vou
compartilhar um com você. Deus escolheu o seu sexo para você; Ele te fez uma
menina. Você sabe que hoje feministas dizem frequentemente às garotas que a
Igreja é “preconceituosa” e as tem “discriminado” desde o princípio. A Igreja é
acusada de tê-las tratado como “inferior”, menos talentosas, com menos dons,
criadas para serem servas dos homens; dizem que Ela negou às mulheres poder na
Igreja e que as proibiu de receberem a maior honra, a ordenação sacerdotal e assim
vai...
Sem dúvida, você tem ouvido este tipo de coisa,
porque a mídia é boa para espalhar este tipo de mensagem negativa. E é por
isto, para refutar estas falsas alegações, que eu gostaria de fazer você
perceber que a mulher – longe de ser discriminada, ao contrário – teve
outorgado por Deus um lugar único no trabalho da redenção. A beleza de sua
missão já é aludida no Velho Testamento, porém encontra seu cumprimento somente
no Novo, que é a doce Mãe de nosso Salvador; em Maria, a Virgem de Nazaré, que
foi escolhida desde toda eternidade para ser a Mãe do Redentor.